terça-feira, 21 de outubro de 2014

Passagem de meteoro no céu do Ceará chama atenção

Fenômeno coincide com chuva de meteoros na constelação de Órion. Polícia recebeu várias ligações sobre questionando sobre o fenômeno.


(G1) Um clarão no céu provocado por um meteoro chamou atenção dos cearenses na noite desta segunda-feira (20). O fenômeno coincide com a chuva de meteoros que ocorre na constelação de Órion. A Polícia Civil do Ceará recebeu ocorrência da passagem do meteoro por várias cidades do Estado.

"Alguns moradores relataram a queda de um objeto em cidades vizinhas, mas não há nenhum registro de queda de qualquer coisa", diz o policial Francisco Couto. "O que muita gente alegou é que foi a queda de um avião, uns disseram até que ouviram o barulho da queda", completa o policial.

Sargento Lins, da Base Aérea de Recife, que controla o tráfego aéreo de grandes altitudes em todo o Nordeste, afirma que não há registro de nenhuma aeronave desaparecida na região na noite desta segunda-feira.

Para o astrônomo Pedro Antunes, é comum a passagem de meteoros ser confundida com avião em chamas ou com objeto voador não identificado (óvni). "As pessoas veem aquele clarão no céu, que não é muito comum, e ficam impressionadas, acabam imaginando coisas, mas estamos registrando muitos meteoros no céu do Ceará", diz.

De acordo com a Polícia Civil, o meteoro foi visto por pessoas na cidade de Iguatu, no interior do Ceará, e no litoral do Estado. "É possível sim um meteoro percorrer uma grande distância no céu. Enquanto ele sofre fricção com a atmosfera, ele entra em combustão e vai se destruindo. Um avião em chamas jamais iria percorrer um trecho tão longo antes de cair no solo", argumenta o astrônomo.
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Matérias similaresno O Povo e Diário do Nordeste
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Chuva de meteoros surpreende população no Ceará (Verdes Mares - com vídeo)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Chuva de meteoros, cortesia do Halley



(Mensageiro Sideral - Folha) Entre a noite de segunda (20) e a madrugada de terça-feira (21) chega ao seu ponto máximo uma das mais interessantes chuvas de meteoros anuais, as Orionídeas. O fenômeno é causado pelo encontro da Terra com a órbita do famoso cometa Halley.

O astro passa por nossa região do Sistema Solar apenas uma vez a cada 76 anos — a última foi em 1986. Mas a cada passagem ele deixa uma boa quantidade de detritos em sua órbita, que adentram a atmosfera terrestre toda vez que nosso planeta cruza a trajetória do cometa, ao prosseguir em seu incansável balé em torno do Sol.

Ou seja, as estrelas cadentes que vemos no céu são pequenos pedaços do Halley que se desprenderam dele décadas ou séculos atrás e calharam de estar no nosso caminho. Ao entrar na atmosfera em altíssima velocidade, eles queimam. E com isso produzem o espetáculo luminoso que encanta os amantes do céu. Sem oferecer perigo algum, diga-se de passagem.

Tecnicamente, são duas as chuvas anuais de meteoros associadas ao Halley. Afinal, o cometa tem uma trajetória de ida e outra de volta, e ambas cruzam a órbita da Terra. A primeira chuva é a das Eta-Aquáridas, que acontece em maio. A segunda é a de agora, chamada de Orionídeas porque o radiante (o ponto de onde parecem partir os meteoros, ao riscar o céu) fica na constelação de Órion.

Não sabe qual é? Fácil. Basta procurar as tradicionalíssimas Três Marias — elas compõem o cinturão do caçador Órion e são fáceis de reconhecer. Mais uma dica: a constelação estará nascendo no leste por volta das 23h (pelo horário de Brasília; se você não tem horário de verão, subtraia uma hora) e, a partir daí, vai escalando o céu até sumir de vista, com o nascer do Sol.



COMO OBSERVAR
Chuvas de meteoros são extremamente democráticas. Não é preciso instrumento nenhum para vê-las. Aliás, telescópios e binóculos só atrapalham. O segredo é basicamente se sentar confortavelmente num lugar o mais longe possível das luzes da cidade e com a visão mais ampla possível do céu.

Vale a pena tentar observar após a 1h, quando Órion já subiu um pouco no céu. Mas, caso você não tenha vista para o leste, não se preocupe: os meteoros parecem irradiar da região de Betelgeuse, a estrela vermelha e segunda mais brilhante da constelação, mas podem aparecer em qualquer parte do céu. Não é preciso olhar naquela direção para ver alguns deles.

A expectativa dos astrônomos para a chuva deste ano é de uma taxa de 12 a 25 meteoros por hora (frequência maior para quem está no Norte e no Nordeste do Brasil, menor para quem está no Sul). Mas nem vá pensando em ver todos. Esse número é o máximo possível, para quem observa o céu inteiro simultaneamente sob as melhores condições visuais. Ou seja, para meros mortais sem câmera para registrar o céu inteiro, não rola. O que dá para esperar, de forma realista, é uns cinco ou seis por hora.

Portanto, vale seguir o conselho que Gabriel Hickel, da Universidade Federal de Itajubá (MG), costuma dar: observe pelo menos uma hora para ver um número razoável de meteoros e não espere um show pirotécnico.

“Os meteoros desta chuva são de duração bastante curta (menor que 1 segundo) e de brilho mediano, mas cerca de 30% deles são mais brilhantes, de maior duração e apresentam o fenômeno de persistência da esteira de ionização (o material desintegrado forma uma “nuvem filamentar”, que dura alguns segundos)”, destaca Hickel. “Alguns ainda mais brilhantes podem literalmente dividir-se em partes menores.”

Vale lembrar que a Lua está quase em sua fase nova, de forma que seu brilho não ameaça estragar as observações. Bons céus!
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E mais:
Chuva de meteoros do Cometa Halley passa pela Terra nesta segunda (20) (R7), com matéria similar na Veja
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Orionídeas no Céu (Circuito MT), com matéria similar na Super

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Clarão no céu chama atenção de moradores do Grande Recife

Fenômeno deve ter sido causado por queda de um bólido. Bólido pode ser formado por um meteoro ou por lixo espacial.




(G1) Um clarão no céu da Região Metropolitana do Recife e de algumas cidades do estado na noite da quarta-feira (15) deixou moradores impressionados. Segundo a Sociedade Astronômica do Recife (SAR), a alta luminosidade foi provocada por um bólido, um grande meteoro que possivelmente veio de uma chuva de meteoros da constelação de Orion. Para o Observatório Alto da Sé, em Olinda, o bólido pode ser formado por um meteoro ou lixo espacial. Na manhã desta quinta-feira (16), os comentários nas redes sociais sobre o fenômeno eram recorrentes e muitas pessoas afirmavam também terem visto o clarão no interior de Pernambuco, na Paraíba, Alagoas e no Rio Grande do Norte.

Nas imagens das câmeras de monitoramento da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) é possível ver o exato momento em que o clarão toma conta do céu, às 22h19 da noite da quarta-feira. As imagens mostram a Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, na área central da cidade. O vídeo mostra o fenômeno duas vezes, sendo a segunda em câmera lenta.

De acordo com o coordenador do Observatório Alto da Sé, Alexandre Evangelista, a queda do bólido foi registrada por volta das 22h30 e foi possível ver na RMR e outras localidades do estado. "Não temos registros porque foi tarde e em dia de semana. Chamamos de bólido quando pode ser proveniente de um meteoro ou lixo espacial. Para ter a confirmação é preciso fazer um estudo das imagens, checar se ficaram vestígios sólidos no solo", afirma. Também chamado de bola de fogo, o fenômeno foi visto pela última vez pelo Observatório em 2012. "Caiu próximo da praia de Maragogi, em alto mar. Foi visível no sul da Paraíba, Pernambuco e até Alagoas", lembra Evangelista.

Segundo astrônomo Everaldo Faustino, da SAR, o bólido era composto por um meteoro. Ele conta que os meteoros costumam cair todos os dias, mas não com essa magnitude de brilho. “O que conhecemos por estrela cadente são, na verdade, meteoros se desprendendo de constelações, ou se deslocando no espaço. O bólido é nada mais que um grande meteoro. Devido à grande velocidade que ele entrou na atmosfera, eles aquecem, tem o impacto e o contato com o ar daqui, que é diferente do vácuo onde eles estavam. Ele atinge uma temperatura alta e, a partir disso, eles emitem luz”, explica.

Alguns podem atingir o tamanho de um carro, mas o bólido que caiu na quarta deve ter um tamanho pequeno, segundo Faustino. “A gente não sabe se ele chegou a cair no solo ou se veio fragmentado, se desintegrou. Não é comum cair em zonas urbanas, temos pouquíssimos relatos de terem caído em cima de casas ou pessoas. É provável que esse, se tiver caído, tenha caído no mar”, aponta o astrônomo.

Ainda de acordo com Everaldo Faustino, não é comum a queda de um bólido, principalmente com o brilho do que foi registrado. “Pesquisadores já tinham visto a data específica que iria ter uma chuva de meteoros, a chamada orionídeo”, afirma. Ele explica que o radiante – ponto onde os meteoros “nascem” – dos orionídeos é a constelação de Orion, à qual a chuva faz referência. “Existem várias chuvas de meteoros no ano, mas tem algumas que são excepcionais, como o orionídeo. A gente não esperava que caíssem com essa intensidade de brilho”, conclui o astrônomo.
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Matéria com vídeo e tabela explicativa aqui
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Matérias similares no Diário de PernambucoApolo11 e Brazilian Space (com vídeo)
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E mais:
Meteoro cai em Recife e provoca forte clarão em vários Estados do Nordeste (Matéria Bom Dia PB)
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Chuva de meteoros pode ser vista no céu do País até o dia 29 de outubro (NE10)
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Clarão filmado no céu do Recife seria bólido provocado por chuva de meteoros (O Globo)
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Clarão no céu chama a atenção de moradores de cidades nordestinas (Estadão)
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O que foi o clarão de Recife? (Climatempo)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Campaña Seccion Materia Interplanetaria Meteoros y Bólidos - LIADA - Outubro 2014



(LIADA - em espanhol)

La principal lluvia de meteoros de octubre indudablemente son las ORIÓNIDAS (ORI), ya que es el mes del encuentro de nuestro planeta con un chorro de partículas dejadas a su paso por el cometa 1P/Halley, cuyos corpúsculos nos brindan una lluvia de meteoros muy interesante en una de las constelaciones más conocidas: Orión (las Tres Marías). Esta lluvia de meteoros tiene asociados diversos sub-radiantes no periódicos, que dan muestra de un gran número de órbitas superpuestas.

El radiante principal en Orión, que es visible hacía el horizonte este después de la media noche, presenta la mayor parte de la actividad con unos 30 meteoros por hora, que algunos años se reduce debido al cambio de densidad del tubo meteórico. Los meteoros de las Oriónidas suelen ser débiles y muy rápidos. Su actividad se prolonga todo el mes de octubre con su máxima actividad el 21 con 30 meteoros por hora que los últimos años ha mostrado una actividad aún mayor.

Los meteoros del radiante Oriónidas (ORI) parecen cortos y débiles cuando los vemos muy de frente. En vez de ello es recomendable mirar hacia alguna región del cielo a unos 90 grados del radiante. Así verá la misma cantidad de Oriónidas, pero le parecerán más largos y atrayentes. Las colas de todos los meteoros de Oriónidas, no importan donde aparezcan, apuntarán hacia el radiante en Orión. Esos meteoros a veces dejan trazos (residuos incandescentes de la estela del meteoro) que permanecen en el cielo por varios segundos. Su velocidad es de 66 Km/seg.

El mes de Octubre podemos centrar nuestra atención en esta lluvia y realizar la mayor cantidad de horas de observación toda la segunda quincena del mes después de la media noche.


Las Dracónidas.
Este radiante también es conocido como las Giacobínidas (GIA) una lluvia importante apropiada a ser observada en el hemisferio norte en la constelación Dragón o Draco, aunque con altibajos o repentinos estallidos de actividad, es visible entre el 6 al 10 de octubre con su máximo el 9 de octubre, el año 2011 tuvo un incremento en su actividad. Es tan irregular que en 1935 presentó 10.000 meteoros por hora en su máximo, en 1985 en Japón pudieron observar 300 meteoros por hora y el mismo año luego de algunas horas, en España observadores de la SOMYCE solo detectaron un remanente de 3 a 5 meteoros por hora. Su cometa engendrador es el Giacobini-Zinneer, que es de donde proviene su nombre: Giacobínidas.

Lluvias Menores de meteoros en octubre

Las Epsilón Gemínidas (EGE).
Otro radiante en octubre cuya actividad suele ser baja, con 5 meteoros por hora las fechas del máximo; observadores lo suelen emparentar con las Oriónidas debido a la proximidad a este otro radiante, su cometa progenitor es el Nishikawa-Takamizawa-Tago. Su actividad se prolonga del 14 al 27 de octubre, siendo su máximo el 18 de octubre.

Otras lluvias menores en octubre son las Alfa Camelopardálidas, las Leo Minóridas, las Cígnidas, las Ariétidas, que nos proporcionan un mes muy interesante para la observación.

Cualquier consulta a su disposición

Pável Balderas E. pavelba@hotmail.com Tarija-Bolivia
Coordinador General
Sección Materia Interplanetaria
LIADA

Dr. Josep M. Trigo trigo@ieec.uab.es Barcelona-España
Co-coordinador
Sección Materia Interplanetaria
LIADA

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cientistas desvendam mistério do meteoro que cruzou o céu da Rússia

Pesquisadores analisaram dados e fragmentos para descobrir origem da rocha espacial


(R7) Quase um ano depois que um corpo espacial de 4,5 bilhões de anos cruzou os céus da Rússia, em 2013, a análise de fragmentos e de dados sobre o fenômeno podem dar uma ideia do que pode ter acontecido. Acesse aqui.